Tempo ao tempo…

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Algumas vezes é preciso silenciar, sair de cena e esperar que a sabedoria do tempo termine o espetáculo…

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Além da janela…

 

Há vida além da janela d’alma… Vivam-na!

Mesmo que o silêncio insista em se instalar…

Esperneie

Sussurre

Grite

Mas não permita!

O mundo não para porque meu coração foi partido

e nem me dá tempo pra que o conserte…

Vou seguindo!

Solidão virtual…

Houve um tempo onde só podíamos conversar com alguém se estivéssemos fisicamente próximos.

Nessa época, havia uma única possibilidade de se iniciar um relacionamento, de se aumentar a rede de amigos, de se fazer contatos profissionais ou sociais: promover encontros, marcar locais, horários para se reunir, para se conhecer.

E se não estivéssemos com alguém, se não houvesse com quem se encontrar, o resultado, muito frequentemente, era a solidão.

O sentir-se sozinho não era, muitas vezes, uma opção, mas uma contingência, fosse por se residir em um local afastado, ou por se ter pouca ou nenhuma opção de um relacionamento familiar ou social.

Porém, desde os fins do século XX, a tecnologia vem transformando nossas relações sociais. Avançando em uma velocidade difícil de acompanhar, vem nos disponibilizando recursos fascinantes.

Desde então, ela quebrou a necessidade de estarmos fisicamente juntos para conversarmos, para ampliar a amizade, para trocar emoções.

Passamos a ter a possibilidade de conversar, trocar mensagens, vídeos, fotos, não importando o local, o horário, a distância, conectando-nos todos a tudo.

Passamos a resgatar amizades que se perderam no tempo, a reencontrar familiares que a distância afastou e refazer relacionamentos que se perderam pelos caminhos.

E ainda, são inúmeros os sites de relacionamento que permitem, não só o reencontro, mas o fazer novas amizades, iniciar novos amores, outros colegas.

Agregamo-nos virtualmente pelo estilo de vida, pelos valores, pelas atividades de lazer, pelo gosto musical.

Passamos a ter centenas ou até milhares de amigos que se agregam às nossas redes de relacionamento, que nos seguem virtualmente.

Passamos a estar cercados, envolvidos com muitas pessoas, o tempo todo.

Poderia se pensar que jamais alguém, agregado nessa rede virtual, poderia se queixar de solidão. Somos tantos, vinculados a tantos outros, que já não haveria espaço para a solidão.

Porém, a alma humana ainda é a mesma. E a tecnologia que nos cerca externamente, nada preenche intimamente.

Somos inúmeros os agregados aos sites e às redes de relacionamento, contudo, tão poucos aqueles que cultivamos afeições que nos preencham as necessidades íntimas.

Passamos a viver e conviver com a solidão virtual. Essa dos que tanto têm virtualmente, mas nada se preocupam em cultivar realmente.

A solidão somente desaparece quando passa a ser substituída pela preocupação com o próximo, pela dedicação ao semelhante, pelo importar-se com o outro.

Assim, não será a tecnologia que nos afastará da solidão. Ela ainda se faz presente, em nosso existir, porque não vivenciamos os valores da solidariedade, da compaixão, da fraternidade.

E, por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais recursos nos ofereça, jamais eliminará a solidão de dentro de nós.

Poderá, sim, agregar milhares de nomes em nossas redes de relacionamento. Porém, para preencher as necessidades de nosso coração, para que nele não haja mais espaço para a solidão, necessitamos cultivar a fraternidade, que pode até se iniciar no mundo virtual, mas terá que inevitavelmente, migrar para a realidade das ações de nosso coração.

 

Desconheço a autoria do texto, mas gostei tanto que o estou postando.

Por enquanto sigo vivendo nessa solidão de sempre, por falta de almas que se identifiquem e se solidarizem em busca dos mesmos sonhos… 

Abraçando sonhos…

Há momentos que tudo parece um desencanto, só. Sem muita explicação e nem motivos aparentes, a alma perambula no vazio existencial, por falta de espaços fraternos, humanos e quiçá amorosos… É a alma em desalinho!

Certa noite fui presenteada com músicas, que não só preencheram vazios, como me fizeram sonhar docemente… Há amor, esperança, alegria e muita sintonia nos acordes que chegam a mim. Brigadinhu, Gilberto!

Agora estou a ouvi-las e desejando que o bem seja multiplicado e dividido por entre todos os meus amigos… Que vocês sejam tão abençoados quanto eu estou sendo.

Pra vocês eu deixo, não só um pouco do meu amor, mas um aceno musical do Kevin Kern, a quem me encantou, tornando-me um tiquinho melhor…

♫ Twilight’s Embrace ♫

 

Gracias a la vida…

Dai-me a alegria
do poema de cada dia.
E que ao longo do caminho
às almas eu distribua
minha porção de poesia.

Mário Quintana

Um sopro de carinho em vossas vidas… Eis a minha porção!

Obrigada, Senhor, por mais um dia!

Sempre…

S►opro de carinho… ►

 

Versejando sobre o sopro…

Sopro de carinho

Sopro de vida

Pela ►

◄Por

Brigadinhu, Ivan, fonte de inspiração primeira! Eis o resultado do nosso papinho, meu rei! Haja sopros… E caminhos a serem percorridos!

Reflexos… Entre razões e emoções pelo Dia dos Namorados!

 

A imprevisibilidade do ser humano é incomensurável… Dificílimo viver e conviver com tamanha inconstância! Se ainda fosse uma opção positiva, gerando e gerenciando novas formas de amor, valeria à pena, mas não é bem assim que acontece. Há um certo ardor em se fazer desagradável, como forma de se impor, impondo-nos não só uma falsa masculinidade, assim como uma personalidade doentia…

Falo especificamente do homem, enquanto sexo masculino, por me faltar argumentos que possam referendar analogias femininas. Até porque são neles que penso quando vejo essa avalanche de propaganda enfatizando o Dia dos Namorados, mas nunca questionando os tipos de relacionamentos, que a priori deveriam ser de amor, mas nem sempre o são e deixam marcas indeléveis…

Queria muito viver esse dia e tê-lo como um dia especial, mas será mais um dia, apenas. Sem perder o referencial da sociedade na qual vivo, mas com um olhar no outro, repleto de esperança e dignidade, e um outro em mim mesma, refletindo a vontade de Deus-Pai, sigo  caminhando e cantando, mas sempre só…

E como diria a Martha Medeiros “… Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem, mesmo estando só…”

A todos um Feliz Dia dos Namorados!

Com ou sem… Mas Feliz!