Solidão… Solitário… Somente?

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius de Moraes

 Estava aqui me debatendo com as idéias a cerca da maior solidão, mas ela me parece tão grande que não consigo encontrar palavras que me ajudem a por em ordem tantos desalinhos existenciais, quiçá sentimentais…

Há solidão, há solitários, há VIDA, nem que seja a minha, nesse emaranhado, tentando ergue-se do abandono.

E como diria a Lispector e eu corroboro…

Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.

Há música e há poesia… Permanece a esperança!

Beijos

esperançosos

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